Na cozinha do restaurante, o extintor servia de apoio para segurar a porta aberta nos dias de calor. Ninguém lembrava a última vez que alguém tinha olhado a etiqueta.
Até que uma panela pegou fogo. O cozinheiro correu, puxou o pino, apertou o gatilho e quase nada saiu. O extintor estava descarregado havia meses. Por sorte, alguém abafou a panela com a tampa. Mas o susto ficou.
O extintor é o equipamento de incêndio mais conhecido e, justamente por isso, o mais esquecido. Está ali na parede, parece que está tudo certo. Só que extintor vencido, do tipo errado ou mal posicionado não protege ninguém e ainda reprova a vistoria do Corpo de Bombeiros.
O que um extintor esquecido pode custar
- Um princípio de incêndio que vira incêndio, porque o primeiro combate falhou.
- Vistoria reprovada e atraso no AVCB, a "licença do bombeiro".
- Problemas com o seguro em caso de sinistro com equipamento irregular.
- Multa e notificação em fiscalização.
Quais são os tipos de extintor e para que serve cada um
Cada extintor é feito para um tipo de fogo. Usar o errado pode não apagar o fogo ou até piorar a situação. Os principais tipos:
- Água pressurizada: para materiais sólidos que queimam, como papel, madeira e tecido. Nunca em equipamento elétrico ligado.
- Pó químico BC: para líquidos inflamáveis e equipamentos elétricos.
- Pó químico ABC: mais versátil, atende sólidos, líquidos inflamáveis e equipamentos elétricos. Muito usado em comércios e escritórios.
- Gás carbônico (CO2): para equipamentos elétricos e eletrônicos, porque não deixa resíduo. Comum em salas de servidores, laboratórios e quadros elétricos.
- Espuma mecânica: para líquidos inflamáveis, como combustíveis.
- Classe K: específico para óleo e gordura de cozinha, indicado para cozinhas industriais e restaurantes.
Qual tipo vai em cada ambiente do seu estabelecimento é definido no projeto de incêndio, de acordo com o risco de cada área.
Como deve ser a instalação do extintor
- No local exato indicado no projeto aprovado.
- Fixado na parede ou em suporte de piso, na altura correta, nunca solto no chão.
- Visível e com acesso livre: sem móveis, caixas ou decoração na frente.
- Com placa de sinalização fotoluminescente acima dele.
- Com demarcação no piso quando o ambiente exigir, como em garagens e galpões.
- Distribuído de forma que ninguém precise andar demais até alcançar um extintor.
Não sabe se os extintores do seu estabelecimento estão certos? A MCAM confere tipo, posição e validade para você.
Pedir avaliação dos extintoresRecarga e manutenção: como saber quando fazer
Todo extintor tem uma etiqueta ou selo de manutenção com a data da última revisão e a data da próxima. Além dela, vale olhar três pontos:
- Manômetro: o reloginho do extintor. O ponteiro precisa estar na faixa verde. Fora dela, o extintor está sem pressão.
- Lacre e pino: se o lacre foi rompido, considere que o extintor pode ter sido usado.
- Estado do cilindro e da mangueira: ferrugem, amassados ou mangueira ressecada são sinal de troca ou manutenção.
Também é obrigatório recarregar o extintor sempre que for usado, mesmo que só um pouco. Os prazos de recarga e de teste do cilindro seguem as regras técnicas e as orientações do fabricante, e devem ser feitos por empresa habilitada, que devolve o equipamento com novo selo.
Erros comuns com extintores
- Extintor no chão, atrás da porta ou servindo de calço.
- Extintor de água perto de quadro elétrico.
- Cozinha comercial sem extintor adequado para óleo e gordura.
- Selo vencido ou ausente.
- Quantidade menor do que a prevista no projeto, depois de uma reforma ou ampliação.
- Equipe que nunca aprendeu a usar o extintor.
Extintores em ordem são parte do caminho para o AVCB. A MCAM cuida da instalação e da manutenção dos equipamentos, e a Integris BR, empresa do grupo, cuida do processo junto ao Corpo de Bombeiros. Veja como funciona o AVCB na Paraíba e o AVCB no Rio Grande do Norte.
Como a MCAM resolve isso
A MCAM atende comércios, clínicas, academias, escolas, indústrias e condomínios em Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Alagoas e Sergipe, com sede em Recife. Conheça todos os serviços da MCAM.
- Conferência dos extintores existentes: tipo, quantidade, posição e validade, comparando com o projeto.
- Fornecimento e instalação de extintores, suportes, placas e demarcações.
- Organização da recarga e da manutenção, para o estabelecimento não ficar desprotegido.
- Adequação completa do imóvel quando o problema vai além dos extintores.
Perguntas frequentes
Como saber se o extintor está vencido?
Olhe a etiqueta ou o selo de manutenção preso ao extintor: ele informa a data da última manutenção e a data da próxima. Confira também o manômetro (o reloginho), que deve estar com o ponteiro na faixa verde, e o lacre, que não pode estar rompido. Se a data passou, o ponteiro está fora da faixa verde ou o lacre foi violado, o extintor precisa de recarga ou manutenção antes da vistoria.
Quantos extintores meu estabelecimento precisa?
Não existe um número fixo. A quantidade e o tipo dependem da área, do uso do imóvel, do risco de cada ambiente e da distância máxima que uma pessoa deve percorrer até um extintor. Quem define isso é o projeto de incêndio. A instalação precisa seguir exatamente o que está no projeto aprovado.